Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

CAVALO CRIOULO!!

PARA ENTENDER A PAIXÃO PELA RAÇA CRIOULA, PRIMEIRO HÁ QUE SE ENTENDER O PORQUE DA PAIXÃO PELO CAVALO!
 
O pesquisador francês Saint-Hilaire (1820) afirma que era quase impossível encontrar alguém na província do Rio Grande do Sul que não utilizasse cavalo, e não está se referindo somente a empregados rurais de estâncias. “Os habitantes passam a vida, por assim dizer, a cavalo, e freqüentemente locomovem-se a grandes distâncias com rapidez suposta além das possibilidades humanas.”
 
 O francês Arsène Isabelle dá este testemunho em visita ao interior riograndense no inicio do século passado: “ Fomos a pé até a povoação (São Borja), ainda que o calor estivesse excessivo. Os habitantes (...) acostumados a não darem um passo à pé, nos olharam muito admirados.” Causava espanto verem pessoas desmontadas. Saint-Hilaire (1822) diz quase o mesmo. O pesquisador perdeu-se no Rio Grande e foi bem recebido em uma casa, mas com admiração por estar à pé “pois nesta região, mesmo pobre, inclusive os escravos, não dão um passo sem ser a cavalo.”
 
 O Conde d’Eu afirma que para o riograndense (é interessante notar que ele confunde os termos gaúcho e riograndense já em 1858) era depreciada a pessoa que não sabia montar. Já naquela época esta pessoa era considerada (vejam bem, 1858) “baiana”.
 
 O escritor alemão Karl May, buscando material para suas novelas, tinha excelentes compilações de relatos de pesquisadores e historiadores que estiveram nos pampas da América do Sul por volta de 1850. Nelas ele fala das crianças gaúchas “com pouco mais de dois anos de idade, saírem montadas, a galope, campo afora.”

 É interessante reler um trecho da carta que Garibaldi escreveu em Mantua (talvez trinta anos após a Guerra dos Farrapos), na Itália, ao combatente farrapo Domingos José de Almeida: “Este passado da minha vida no Rio Grande se imprime em minha memória como algo de sobrenatural, de mágico, de verdadeiramente romântico. Eu vi corpos de tropa mais numerosos, batalhas mais disputadas, mas nunca vi, em nenhuma parte, homens mais valentes, nem cavaleiros mais brilhantes do que os da bela cavalaria rio-grandense, em cujas filas principiei a desprezar o perigo e a combater dignamente pela causa das gentes.(...) “
 
 Garibaldi (1860), também diz: “(...) o gaúcho, este centauro do Novo Mundo(...).
 
 Avé-Lallemant (1858) descreve: “(...) esses tártaros do Rio Uruguai, não tem casa, levam uma vida nômade.(...)são genuínos cavaleiros, que vivem na sela e por isso não podem ter residência fixa.”
 
 O americano Willian Cody (Buffalo Bill), desejando apresentar a coleção dos melhores cavaleiros do mundo em seu circo eqüestre (com apresentações nos Estados Unidos e Europa) no final do século passado, tinha em sua troupe cossacos, cowboys, lanceiros

ingleses, cavaleiros do Buskashi, e claro, gaúchos.

 
( FONTE : Evaldo Munoz Braz)
 
 
CAVALO CRIOULO:
 
 
HISTÓRIA E TRADIÇÃO
Descendente direto dos primeiros cavalos trazidos para a América Latina pelos espanhóis, ele está presente em praticamente todos os estados da União, segundo mostram dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) , com sede em Pelotas (RS). Segundo o Relatório populacional da raça, emitido pela entidade, estão registrados 84.741 animais, entre machos e fêmeas, espalhados por 22 estados brasileiros.

 

A expanção do crioulo a partir do Rio Grande do Sul e o conceito que adquiriu entre criadores e aficcionados foi conquistada devido suas características de rusticidade e habilidade nas lides de campo.Forjada por uma rigorosa seleção natural ao longo de 500 anos no sul do continente americano, que apresenta tempetaturas elevadas no verão e extremamente baixas no inverno, a raça Crioula é hoje uma das mais conceituadas e valorizadas criações equinas não só no Brasil mas também no Uruguai, Argentina e Chile.
Neste contexto o Rio Grande do Sul se destaca não apenas com estado matriz, mas também pelo maior plantel crioulo, com 48.544 fêmeas e 24.359 machos registrados.
A expansão dessa raça a partir do Rio Grande do Sul e o alto conceito que grageou entre criadores e aficcionados de todas as partes do país e também exterior, foi conquistada principalmente devido as suas características de rusticidade, habilidade nas lides de campo e mais recentemente nos esportes eqüestres, onde vem ganhando espaço.

 

A eficiência funcional do crioulo, sua rusticidade, longevidade e baixo custo, atrairam muita gente para a raça. Hoje o número de criadores já ultrapassa os cinco mil, metade deles associados a ABCCC. Desse total grande parte não são do meio rural, tendo aderido a criação em busca do lazer ou das provas funcionais, organizadas pela Associação Brasileira de Criadores.
As provas funcionais foi que deram origem ao Freio de Ouro, uma competição realizada unicamente por esta raça. É o Freio que testa na prática toda a potencialidade e habilidade do cavalo Crioulo, envolvendo cerca de 800 animais em mais de 30 provas Credenciadoras.
Cada uma dessas credenciadoras selecionam no máximo 4 machos e 4 fêmeas para etapa seguinte, as Finais Classificatórias Regionais . Esta também selecionadam no máximo 4 machos e 4 fêmeas, sem reservas e desde que os animais atinjam 18 pontos pelos critérios de pontuação da ABCCC. Uma execeção é feita em relação a Classificatória de Montevidéo, no Uruguai, que seleciona somente dois machos duas fêmeas, fechando o número de animais que participaram da final de Esteio, em 30 machos e 30 fêmeas.
A grande final do Freio de Ouro é realizada em Esteio durante a Expointer, onde após dois dias de competições entre os melhores expoentes da raça, são conhecidos os campeões, macho e fêmea, que recebem a mais alta congratulação do meio crioulístico.
Ao longo de todo esse processo, praticamente um ano de competições selecionando os mais destacados exemplares para a Final, centenas de criadores e ginetes estão mobilizados, não só no Rio Grande do Sul, mas também no Paraná e São Paulo, onde são realizadas Finais Classificatórias e em Montevidéo, onde ocorre outra.
Este panorama dá uma idéia da dimensão que a raça alcançou, a sua organização de desenvolvimento.

 

DEPOIMENTOS SOBRE A RAÇA:

 

O General João Batista Figueiredo ( ex presidente do Brasil )foi entrevistado pela Horse Line a respeito da sua visita ao município de Jaguarão/RS e a influência que o fato teve para a raça Crioula. Admirador de provas equestres de salto e adestramento e com raízes no campo, pois seu avô tinha estância no RS, ele lembrou com saudades aquele tempo.
"Adorei aquela festa gaúcha em 1980 e o que resultou daí porque com o cavalo Crioulo o gaúcho soube espalhar por praticamente todos os recantos do Brasil, uma cultura que era restrita ao Rio Grande do Sul.
De acordo com o general, o Crioulo é uma raça das que mais contribuiu na pecuária do Brasil devido as suas características de rusticidade e força. Ele aguenta 8 horas de trabalho direto no campo", salientou.

Apesar de considerá-lo baixo e pesado para a altura, Figueiredo experimentou um Crioulo em provas de salto e conta como foi. "Tive um cavalo Crioulo, o Bolicho, que ganhei quando estava na presidência e coloquei em provas de salto. Apesar de ter 1,48 metros de altura, o Bolicho saltava em provas de 1,50 metros. É que esta raça compensa o seu peso com uma força excepcional."

 

 

Presidente da ABCCC , Paulo Mógli :                                                     "Temos hoje os melhores animais dentro da raça Crioula e pode-se dizer que já existe uma linhagem brasileira, aliando a morfologia argentina e a funcionalidade chilena".

Essa superioridade racial motivou um dos atuais objetivos da ABCCC, a expansão para outros tipos de provas onde o Crioulo se adapta muito bem, como cavalgadas e o enduro.

 

 

 

 

publicado por alguém no mundo às 00:49
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2 comentários:
De Cabanha Mangueira de Pedra a 23 de Junho de 2009 às 22:00
Parabens pelo blog, são ferramentas como esta que necessitamos cada vez mais para tirar dúvidas e difundir nossa Raça por todos os continentes.
Para nós da Cabanha Mangueira de Pedra se torna cada vez mais necessário instrumentos assim para alinhavar nossas formas de trabalho.

Mais uma vez parabens ;
De Cabanha Mangueira de Pedra a 23 de Junho de 2009 às 22:02
Parabens pelo blog, são ferramentas como esta que necessitamos cada vez mais para tirar dúvidas e difundir nossa Raça por todos os continentes.
Para nós da Cabanha Mangueira de Pedra se torna cada vez mais necessário instrumentos assim para alinhavar nossas formas de trabalho.

Mais uma vez parabens ;
http://cabanha-mangueira-de-pedra@blogspot.com

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