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Eu sou do Sul!

Onde quer que se vá, sempre gaúcho!! Compete a cada um de nos perpetuar a cultura e tradicao, valorizando a arte, usos e costumes do povo gaúcho! VIVA O RIO GRANDE DO SUL!!!

Eu sou do Sul!

Onde quer que se vá, sempre gaúcho!! Compete a cada um de nos perpetuar a cultura e tradicao, valorizando a arte, usos e costumes do povo gaúcho! VIVA O RIO GRANDE DO SUL!!!

Ter | 30.09.08

POESIA GAÚCHA!!!

alguém no mundo
Poesia: Bochincho
 

A um bochincho - certa feita,
Fui chegando - de curioso,
Que o vicio - é que nem sarnoso,
nunca pára - nem se ajeita.
Baile de gente direita
Vi, de pronto, que não era,
Na noite de primavera
Gaguejava a voz dum tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quireral.

 

Atei meu zaino - longito,
Num galho de guamirim,
Desde guri fui assim,
Não brinco nem facilito.
Em bruxas não acredito
'Pero - que las, las hay',
Sou da costa do Uruguai,
Meu velho pago querido
E por andar desprevenido
Há tanto guri sem pai.

 

No rancho de santa-fé,
De pau-a-pique barreado,
Num trancão de convidado
Me entreverei no banzé.
Chinaredo à bola-pé,
No ambiente fumacento,
Um candieiro, bem no centro,
Num lusco-fusco de aurora,
Pra quem chegava de fora
Pouco enxergava ali dentro!

 

Dei de mão numa tiangaça
Que me cruzou no costado
E já sai entreverado
Entre a poeira e a fumaça,
Oigalé china lindaça,
Morena de toda a crina,
Dessas da venta brasina,
Com cheiro de lechiguana
Que quando ergue uma pestana
Até a noite se ilumina.

 

Misto de diaba e de santa,
Com ares de quem é dona
E um gosto de temporona
Que traz água na garganta.
Eu me grudei na percanta
O mesmo que um carrapato
E o gaiteiro era um mulato
Que até dormindo tocava
E a gaita choramingava
Como namoro de gato!

 

A gaita velha gemia,
Ás vezes quase parava,
De repente se acordava
E num vanerão se perdia
E eu - contra a pele macia
Daquele corpo moreno,
Sentia o mundo pequeno,
Bombeando cheio de enlevo
Dois olhos - flores de trevo
Com respingos de sereno!

 

Mas o que é bom se termina
- Cumpriu-se o velho ditado,
Eu que dançava, embalado,
Nos braços doces da china
Escutei - de relancina,
Uma espécie de relincho,
Era o dono do bochincho,
Meio oitavado num canto,
Que me olhava - com espanto,
Mais sério do que um capincho!

 

E foi ele que se veio,
Pois era dele a pinguancha,
Bufando e abrindo cancha
Como dono de rodeio.
Quis me partir pelo meio
Num talonaço de adaga
Que - se me pega - me estraga,
Chegou levantar um cisco,
Mas não é a toa - chomisco!
Que sou de São Luiz Gonzaga!

 

Meio na volta do braço
Consegui tirar o talho
E quase que me atrapalho
Porque havia pouco espaço,
Mas senti o calor do aço
E o calor do aço arde,
Me levantei - sem alarde,
Por causa do desaforo
E soltei meu marca touro
Num medonho buenas-tarde!

 

Tenho visto coisa feia,
Tenho visto judiaria,
Mas ainda hoje me arrepia
Lembrar aquela peleia,
Talvez quem ouça - não creia,
Mas vi brotar no pescoço,
Do índio do berro grosso
Como uma cinta vermelha
E desde o beiço até a orelha
Ficou relampeando o osso!

 

O índio era um índio touro,
Mas até touro se ajoelha,
Cortado do beiço a orelha
Amontoou-se como um couro
E aquilo foi um estouro,
Daqueles que dava medo,
Espantou-se o chinaredo
E amigos - foi uma zoada,
Parecia até uma eguada
Disparando num varzedo!

 

Não há quem pinte o retrato
Dum bochincho - quando estoura,
Tinidos de adaga - espora
E gritos de desacato.
Berros de quarenta e quatro
De cada canto da sala
E a velha gaita baguala
Num vanerão pacholento,
Fazendo acompanhamento
Do turumbamba de bala!

 

É china que se escabela,
Redemoinhando na porta
E chiru da guampa torta
Que vem direito à janela,
Gritando - de toda guela,
Num berreiro alucinante,
Índio que não se garante,
Vendo sangue - se apavora
E se manda - campo fora,
Levando tudo por diante!

Sou crente na divindade,

Morro quando Deus quiser,
Mas amigos - se eu disser,
Até periga a verdade,
Naquela barbaridade,
De chínaredo fugindo,
De grito e bala zunindo,
O gaiteiro - alheio a tudo,
Tocava um xote clinudo,
Já quase meio dormindo!

 

E a coisa ia indo assim,
Balanceei a situação,
- Já quase sem munição,
Todos atirando em mim.
Qual ia ser o meu fim,
Me dei conta - de repente,
Não vou ficar pra semente,
Mas gosto de andar no mundo,
Me esperavam na do fundo,
Saí na Porta da frente...

E dali ganhei o mato,
Abaixo de tiroteio
E inda escutava o floreio
Da cordeona do mulato
E, pra encurtar o relato,
Me bandeei pra o outro lado,
Cruzei o Uruguai, a nado,
Que o meu zaino era um capincho
E a história desse bochincho
Faz parte do meu passado!

 

E a china - essa pergunta me é feita
A cada vez que declamo
É uma coisa que reclamo
Porque não acho direita
Considero uma desfeita
Que compreender não consigo,
Eu, no medonho perigo
Duma situação brasina
Todos perguntam da china
E ninguém se importa comigo!

 

E a china - eu nunca mais vi
No meu gauderiar andejo,
Somente em sonhos a vejo
Em bárbaro frenesi.
Talvez ande - por aí,
No rodeio das alçadas,
Ou - talvez - nas madrugadas,
Seja uma estrela chirua
Dessas - que se banha nua
No espelho das aguadas!


Autor: Jayme Caetano Braun

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
Ter | 30.09.08

ORIGEM, COMPORTAMENTO E FORMAÇÃO DO GAÚCHO

alguém no mundo

Na origem deve ser lembrado, os índios de várias tribos (charruas e minuanos entre outras) que logo se adaptaram ao cavalo. A miscigenação do europeu com o índio. A escolha do abandono da civilização pelos mozos perdidos (1617). E há as atitudes e comportamentos do gaúcho que têm origem no índio. Barbosa Lessa recolhe esta informação do jesuíta Autríaco Anton Sepp (por volta de 1690) ao encontrar índios na Banda dos Charruas: “(...) um deles (índio) pediu apenas um pouquinho de uma erva paraguaia que não é outra coisa senão as folhas secas de determinada árvore, moídas em pó. Esse pó os índios deitam na água e dele bebem, e isso deve ser extremamente saudável.(...) Impossível dizer a perícia e rapidez com que os índios pegam uma rês, derrubam-na, tiram-lhe o couro e esquartejam!” E a boleadeira, que é anterior ao cavalo? Índios, vagabundos do campo, gaudérios, changadores. Em que momento começa a existência gaúcho? É impossível passar a faca sobre este variado over lap e separar as partes cirurgicamente.

 

 

 Hontang informa que na época da fundação de Buenos Aires em 1580, os cavalos abandonados por Pedro de Mendoza se multiplicaram aos milhares. Por volta de 1600 não podem ser mais contados em suas gigantescas manadas. Os Pampas até a Patagônia estavam povoados de cavalos chimarrões (cimarrones) e o povo que aí vivia tinha se tornado um povo cavaleiro. Os cavalos eram praticamente sem valor monetário e qualquer gaúcho podia ter 6 cavalos em média. O valor de cada cavalo era em média 2 dólares. A formação do gaúcho vem primariamente da existência do Pampa e dos cavalos livres.. A estância será uma conseqüência da existência de pessoal qualificado para o domínio da rês bravia (por sua vez também é abundantemente livre e sem dono (cimarrona também).
 
 Sobre esta região, uma pequena publicação de 1773 informa: “Tenemos, pues que de la abundancia de los ganados resulta la multitud de holgazanes, a quien com tanta propriedad llaman gauderios.”
 
 As estâncias domam o domador. Fixam-no. Transformam seus hábitos. E hoje sem dúvida contribuem para a continuidade de muitas tradições importantes, de centenas de anos.

 

 

O Comportamento do Gaúcho

 

Paul Rivet (o importante antropólogo francês do século passado, fundador do Museu do Homem e estudioso dos povos da América Latina) levantou uma publicação de 1833, do jornal "Le National", Paris, com várias informações sobre o gaúcho, entre as quais: "Sua fala é enérgica, rápida e irregular; falam com fogosidade e grande facilidade; são imaginativos de espírito vivaz e apaixonados. Entre eles, quem sabe montar, laçar, atirar a boleadeira e manejar uma faca, está completo. ( ) são improvisadores, vivendo as expensas das inextinguíveis tropas de gado cuja carne é a base de sua alimentação. Muitos jamais comeram pão. Sua calma habitual cede lugar a um ardor indomável quando o fogo de suas paixões se acende, o que não é raro. O sentido de independência e amor a pátria, por exemplo se manifestaram mais de uma vez entre estas gentes grosseiras de alma heróica. Quando estoura uma guerra, este povo pastoril e pacífico se volve, de golpe, em um exército de terríveis guerreiros. Seu gosto pelo baile e música mostra igualmente, que sua sensibilidade é susceptível de grande exaltação. O Gaúcho é bravo por temperamento, mas sua bravura é animal(..). São capazes (..) dos mais formosos atos de devoção e sacrifício pessoal pela causa que abraçaram. Em suas brigas, em que o jogo é a causa mais habitual, estão sempre prontos a degolar-se. À menor provocação, sacam a faca e corre sangue".

 

 

 Sarmiento em Facundo (1845) diz que na organização social do gaúcho, as mulheres guardam a casa, preparam a comida, ordenham as vacas, fabricam queijo e tecem os tecidos grosseiros que vestem. Todas as tarefas domésticas são exercidas pela mulher. Os meninos, continua Sarmiento, “exercitam suas forças e se adestram por prazer no manejo do laço e boleadeiras com que molestam e perseguem sem descanso os terneiros e cabras; quando são ginetes, e isto acontece logo que apreendem a caminhar, servem a cavalo em pequenos afazeres; mais tarde quando fortes, recorrem os campos caindo e levantando, rodando ao acaso dos biscates (...) adestrando-se no manejo do cavalo; quando a puberdade assoma, se consagram em domar potros selvagens e a morte é o castigo menor que os aguarda se em um momento lhes falta forças ou a coragem. (...) Aqui, diria, principia a vida pública do gaúcho, pois sua educação está terminada”.

Ter | 30.09.08

AS LENDAS E MITOS DO RIO GRANDE DO SUL

alguém no mundo

FONTE: AMIGOSDATRADIÇÃO.COM.BR

 

 

Lenda: O Negrinho do Pastoreio

 
No tempo dos escravos, havia um estancieiro, muito ruim, que levava tudo por diante, a grito e a relho. Naqueles fins de mundo, fazia o que bem entendia, sem dar satisfação a ninguém. Entre os escravos da estância havia um negrinho, encarregado do pastoreio de alguns animais, coisa muito comum nos tempos em que os campos das estâncias não conheciam a cerca de arame: quando muito alguma cerca de pedra erguida pelos próprios escravos, que não podiam ficar parados, para não pensar em bobagem... No mais, os limites dos campos eram aqueles colocados por Deus Nosso Senhor: rios, cerros, lagoas. Pois de uma feita o pobre negrinho, que já vivia sofrendo as maiores judiarias às mãos do patrão, perdeu um animal na pastoreio. Prá quê! Apanhou uma barbaridade atado a um palanque e depois, cai-caindo, ainda foi mandado procurar o animal extraviado. Como a noite vinha chegando, ele agarrou um toquinho de vela e uns avios de fogo, com fumo e tudo saiu campeando. Mas nada! O toquinho acabou, o dia veio chegando e ele teve que voltar para a estância. Então foi outra vez atado no palanque e desta vez apanhou tanto que morreu, ou pareceu morrer. Vai daí, o patrão mandou abrir a "panela" de um formigueiro e atirar lá dentro, de qualquer jeito, o pequeno corpo do negrinho, todo lanhado de laçaço e banhado em sangue. No outro dia, o patrão foi com a peonada e os escravos ver o formigueiro. Qual é a sua surpresa ao ver o negrinho do pastoreio vivo e contente, ao lado do animal perdido. Desde aí o Negrinho do Pastoreio ficou sendo o achador das coisas extraviadas. E não cobra muito: basta acender um toquinho de vela ou atirar num canto qualquer um naco de fumo.

FONTE:  AMIGOSDATRADIÇÃO.COM.BR

 

 

 

 

 

Lenda: Boitatá
 
Em tempos mui antigos, que as gentes mal se lembram, houve um grande dilúvio, que afogou até os cerros mais altos. Pouca gente e poucos bichos escaparam - quase tudo morreu. Mas a cobra-grande, chamada pelos índios de Guaçu-boi, escapou. Tinha se enroscado no galho mais alto da mais alta árvore e lá ficou até que a enchente deu de si as águas empeçaram a baixar e tudo foi serenando, serenando... Vendo aquele mundaréu de gente e de bichos mortos, a Guaçu-boi, louca de fome, achou o que comer. Mas - coisa estranha! - só comia os olhos dos mortos. Diz-que os viventes, gente ou bicho, quando morrem guardam os olhos a última luz que viram. E foi essa luz que a Guaçu-boi foi comendo, foi comendo... E aí, com tanta luz dentro, ela foi ficando brilhosa, mas não de um fogo bom, quente e sem de uma luz fria, meio azulada. E tantos olhos comeu e tanta luz guardou, que um dia a Guaçu-boi arrebentou e morreu, espalhando esse clarão gelado por todos os rincões. Os índios, quando viam auilo, assustavam-se, não mais reconhecendo a Guaçu-boi. Diziam, cheios de medo: "Mboi-tatá! Mboi-tatá!", que lá na língua deles quer dizer: Cobra de fogo! Cobra de fogo! E até hoje o Boitatá anda errante pelas noites do Rio Grande do Sul. Ronda os cemitérios e os banhados, e de onde sai para perseguir os campeiros. Os mais medrosos disparam, mas para os valentes é fácil: basta desaprilhar o laço e atirar a armada em cima do Boitatá. Atraído pela argola do laço, ele se enrosca todo, se quebra e se some.

 

 

 

 

 

 

Lenda: A Lenda de São Sepé
 
Sepé era um índio valente e bom, que lutou contra os estrangeiros para defender a terra das missões. Ele era predestinado por Deus e São Miguel: tinha nascido com um lunar na testa. Nas noites escuras ou em pleno combate, o lunar de Sepé brilhava, guiando seus soldados missioneiros. Quando ele morreu, vencido pelas armas e o número de portugueses e espanhóis, Deus Nosso Senhor retirou de sua testa o lunar, que colocou no céu do pampa para ser o guia de todos os gaúchos - é o Cruzeiro do Sul.

 

 

 

 

 

 

Mito: O Lobisomem
 
Parece incrível, mas é verdade: às vésperas do Século XXI, o Rio Grande do Sul inteiro acredita firmemente em Lobisomem, do mais remoto rincão campeiro às cidades mais cosmopolitas, do ínvio recesso das matas às mais bulhentas praias do Atlântico Sul. O mito Lobisomem é basicamente a crença em que determinados homens - sempre homens ! - em determinadas circunstâncias podem se transformar em um monstro meio-lobo e meio-homem. O mito no Rio Grande do Sul sustenta que o sétimo filho homem de uma família será fatalmente o Lobisomem - a menos que seja batizado pelo irmão mais velho. Há, também, forma folclórica de se transmitir o fado: quando um velho Lobisomem sente que vai morrer, ele fica sofrendo muito até passar o encargo a alguém mais moço. E não consegue morrer antes disso. Se tem algum guri ou moço por perto, ele pergunta, simplesmente: "Tu queres?". O ingênuo normalmente acredita que se trata de algum presente, ou mesmo de herança e então responde: "Sim". Aí, o velho morre feliz, porque transmitiu o fado, conforme se expressa a linguagem popular. O homem que tem o fado do Lobisomem é sempre de raça branca, pelo-duro (ou seja, não há Lobisomem negro, alemão ou gringo), magro, de olhos no fundo, dentes salientes e cara de cor amarelada, muito pálido. Quase sempre mora sozinho. Mais raramente, vive com a mãe, uma velha muito estranha. Mais raramente ainda é casado e a mulher ignora o fato. Mora sempre em um rancho o mais isolado possível, obrigatoriamente com um galinheiro no fundos. Se o próprio rancho não tem galinheiro, tem que haver um, por perto. O fado do Lobisomem é uma cruz que ele carrega. Não fazendo mal a ninguém, ele é mais uma vítima do que um carrasco. Se é atacado, reage. E morde cachorros e até pessoas. Mas, se puder evitar isso, ele evita. Simplesmente o Lobisomem tem que cumprir o seu fado, que é comer nas sextas-feiras de lua cheia, da meia-noite até o clarear do dia, descrevendo um grande rodeio. À meia-noite ele se rebolca nos sujos das galinhas, rolando no chão e se transforma. Aí, corre a noite inteira, fazendo uma grande volta. Quando o sol vai nascer, ele já está de regresso ao ponto de partida. Rebolca-se de novo no galinheiro e aí vira gente, outra vez.

 

 

 

Mito: O Sanguanel
 
O Sanguanel é um mito da região ítalo-gaúcha, cuja crença é muito viva, ainda no presente. Ele é um ser pequeno, vivo, de cor vermelha que, a rigor, não faz mal pra ninguém, mas dá cada susto! Ele vive pelos pinherais da serra e seu prazer é roubar crianças, as quais esconde no alto das árvores ou no meio das reboleiras do mato. Mas não judia delas. Pelo contrário, até traz mel numa folha e água, se tem sede. Os pais, como loucos, procuram as crianças roubadas pelo Sanguanel estão sempre em estado de sonolência, lembrando pouco e mal das coisas que aconteceram, emobra não esqueçam a figura vermelha do Sanguanel, o ninho em cima de um pinheiro e o mel trazido numa folha. Mais raramente o Sanguanel se envolve com adultos. Nesses casos, assume o papel de vingador engraçado, fazendo picardias e provocações aos preguiçosos, bêbados ou não religiosos, mas tudo sem maldade.

 

 

 

 

Ter | 30.09.08

ORAÇÃO DO GAÚCHO, PIADAS E DITOS!

alguém no mundo
Oração do Gaúcho
 
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e com licença do Patrão Celestial.
Vou chegando, enquanto cevo o amargo de minhas confidências, porque ao romper da madrugada e ao descambar do sol, preciso camperear por outras invernadas e repontar do Céu, a força e a coragem para o entrevero do dia que passa.

Eu bem sei que qualquer guasca, bem pilchado, de faca, rebenque e esporas, não se afirma nos arreios da vida, se não se estriba na proteção do Céu.
Ouve, Patrão Celeste, a oração que te faço ao romper da madrugada e ao descambar do sol:

"Tomara que todo o mundo seja como irmão!. Ajuda-me a perdoar as afrontas e não fazer aos outros o que não quero para mim".
Perdoa-me, Senhor, porque rengueando pelas canhadas da fraqueza humana, de quando em vez, quase se querer, em me solto porteira a fora... Êta potrilho chucro, renegado e caborteiro...mas eu te garanto, meu Senhor, quero ser bom e direito!

Ajuda-me, Virgem Maria, primeira prenda do Céu. Socorre-me, São Pedro, Capataz da Estância Gaúcha. Pra fim de conversa, vou te dizer meu Deus, mas somente pra ti, que tua vontade leve a minha de cabresto pra todo o sempre e até a querência do Céu. Amém.

 

Autor: D. Luiz Felipe de Nadal

 

 

Depois de uma bonita oração, um pouco de humor!!!

 

 

 

Gaúcho gosta de Charla mas destesta dúvida, principalmente algumas delas.
Este, por exemplo, chega eufórico, e logo logo vai desabar tempestade.
Chama-se Antonio Mariante, usa bigode à mexicana.
Ri com todos os dentes (uns seis), entra no cartório com passo firme mas alegre, e declara orgulhoso:
- Vim registrar um nascimento.
O escrivão, cioso no seu ofício, pergunta com naturalidade:
- O senhor é o pai?
E o nosso conterrâneo:
- Se duvidá já se estranhemo!

                                                

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Poema sobre o amor, em linguagem de gaúcho, não tem floreios nem luxo.
Mas é eficiente e não deixa margem à dúvida.
Pois o amor é um fogo que o diabo atiça.
Entra pelo cú do olho E sai pelo canal da piça.

 

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 Mar é igual a campo, com a desvantagem que afunda

 

 

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 Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe

 

 

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Numa briga de gaúcho, paulista, mineiro e carioca, o gaúcho bate, o paulista apanha e o mineiro tenta apartar. O carioca fugiu

 

 

 

 

Sex | 26.09.08

CAVALO CRIOULO!!

alguém no mundo
PARA ENTENDER A PAIXÃO PELA RAÇA CRIOULA, PRIMEIRO HÁ QUE SE ENTENDER O PORQUE DA PAIXÃO PELO CAVALO!
 
O pesquisador francês Saint-Hilaire (1820) afirma que era quase impossível encontrar alguém na província do Rio Grande do Sul que não utilizasse cavalo, e não está se referindo somente a empregados rurais de estâncias. “Os habitantes passam a vida, por assim dizer, a cavalo, e freqüentemente locomovem-se a grandes distâncias com rapidez suposta além das possibilidades humanas.”
 
 O francês Arsène Isabelle dá este testemunho em visita ao interior riograndense no inicio do século passado: “ Fomos a pé até a povoação (São Borja), ainda que o calor estivesse excessivo. Os habitantes (...) acostumados a não darem um passo à pé, nos olharam muito admirados.” Causava espanto verem pessoas desmontadas. Saint-Hilaire (1822) diz quase o mesmo. O pesquisador perdeu-se no Rio Grande e foi bem recebido em uma casa, mas com admiração por estar à pé “pois nesta região, mesmo pobre, inclusive os escravos, não dão um passo sem ser a cavalo.”
 
 O Conde d’Eu afirma que para o riograndense (é interessante notar que ele confunde os termos gaúcho e riograndense já em 1858) era depreciada a pessoa que não sabia montar. Já naquela época esta pessoa era considerada (vejam bem, 1858) “baiana”.
 
 O escritor alemão Karl May, buscando material para suas novelas, tinha excelentes compilações de relatos de pesquisadores e historiadores que estiveram nos pampas da América do Sul por volta de 1850. Nelas ele fala das crianças gaúchas “com pouco mais de dois anos de idade, saírem montadas, a galope, campo afora.”

 É interessante reler um trecho da carta que Garibaldi escreveu em Mantua (talvez trinta anos após a Guerra dos Farrapos), na Itália, ao combatente farrapo Domingos José de Almeida: “Este passado da minha vida no Rio Grande se imprime em minha memória como algo de sobrenatural, de mágico, de verdadeiramente romântico. Eu vi corpos de tropa mais numerosos, batalhas mais disputadas, mas nunca vi, em nenhuma parte, homens mais valentes, nem cavaleiros mais brilhantes do que os da bela cavalaria rio-grandense, em cujas filas principiei a desprezar o perigo e a combater dignamente pela causa das gentes.(...) “
 
 Garibaldi (1860), também diz: “(...) o gaúcho, este centauro do Novo Mundo(...).
 
 Avé-Lallemant (1858) descreve: “(...) esses tártaros do Rio Uruguai, não tem casa, levam uma vida nômade.(...)são genuínos cavaleiros, que vivem na sela e por isso não podem ter residência fixa.”
 
 O americano Willian Cody (Buffalo Bill), desejando apresentar a coleção dos melhores cavaleiros do mundo em seu circo eqüestre (com apresentações nos Estados Unidos e Europa) no final do século passado, tinha em sua troupe cossacos, cowboys, lanceiros

ingleses, cavaleiros do Buskashi, e claro, gaúchos.

 
( FONTE : Evaldo Munoz Braz)
 
 
CAVALO CRIOULO:
 
 
HISTÓRIA E TRADIÇÃO
Descendente direto dos primeiros cavalos trazidos para a América Latina pelos espanhóis, ele está presente em praticamente todos os estados da União, segundo mostram dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) , com sede em Pelotas (RS). Segundo o Relatório populacional da raça, emitido pela entidade, estão registrados 84.741 animais, entre machos e fêmeas, espalhados por 22 estados brasileiros.

 

A expanção do crioulo a partir do Rio Grande do Sul e o conceito que adquiriu entre criadores e aficcionados foi conquistada devido suas características de rusticidade e habilidade nas lides de campo.Forjada por uma rigorosa seleção natural ao longo de 500 anos no sul do continente americano, que apresenta tempetaturas elevadas no verão e extremamente baixas no inverno, a raça Crioula é hoje uma das mais conceituadas e valorizadas criações equinas não só no Brasil mas também no Uruguai, Argentina e Chile.
Neste contexto o Rio Grande do Sul se destaca não apenas com estado matriz, mas também pelo maior plantel crioulo, com 48.544 fêmeas e 24.359 machos registrados.
A expansão dessa raça a partir do Rio Grande do Sul e o alto conceito que grageou entre criadores e aficcionados de todas as partes do país e também exterior, foi conquistada principalmente devido as suas características de rusticidade, habilidade nas lides de campo e mais recentemente nos esportes eqüestres, onde vem ganhando espaço.

 

A eficiência funcional do crioulo, sua rusticidade, longevidade e baixo custo, atrairam muita gente para a raça. Hoje o número de criadores já ultrapassa os cinco mil, metade deles associados a ABCCC. Desse total grande parte não são do meio rural, tendo aderido a criação em busca do lazer ou das provas funcionais, organizadas pela Associação Brasileira de Criadores.
As provas funcionais foi que deram origem ao Freio de Ouro, uma competição realizada unicamente por esta raça. É o Freio que testa na prática toda a potencialidade e habilidade do cavalo Crioulo, envolvendo cerca de 800 animais em mais de 30 provas Credenciadoras.
Cada uma dessas credenciadoras selecionam no máximo 4 machos e 4 fêmeas para etapa seguinte, as Finais Classificatórias Regionais . Esta também selecionadam no máximo 4 machos e 4 fêmeas, sem reservas e desde que os animais atinjam 18 pontos pelos critérios de pontuação da ABCCC. Uma execeção é feita em relação a Classificatória de Montevidéo, no Uruguai, que seleciona somente dois machos duas fêmeas, fechando o número de animais que participaram da final de Esteio, em 30 machos e 30 fêmeas.
A grande final do Freio de Ouro é realizada em Esteio durante a Expointer, onde após dois dias de competições entre os melhores expoentes da raça, são conhecidos os campeões, macho e fêmea, que recebem a mais alta congratulação do meio crioulístico.
Ao longo de todo esse processo, praticamente um ano de competições selecionando os mais destacados exemplares para a Final, centenas de criadores e ginetes estão mobilizados, não só no Rio Grande do Sul, mas também no Paraná e São Paulo, onde são realizadas Finais Classificatórias e em Montevidéo, onde ocorre outra.
Este panorama dá uma idéia da dimensão que a raça alcançou, a sua organização de desenvolvimento.

 

DEPOIMENTOS SOBRE A RAÇA:

 

O General João Batista Figueiredo ( ex presidente do Brasil )foi entrevistado pela Horse Line a respeito da sua visita ao município de Jaguarão/RS e a influência que o fato teve para a raça Crioula. Admirador de provas equestres de salto e adestramento e com raízes no campo, pois seu avô tinha estância no RS, ele lembrou com saudades aquele tempo.
"Adorei aquela festa gaúcha em 1980 e o que resultou daí porque com o cavalo Crioulo o gaúcho soube espalhar por praticamente todos os recantos do Brasil, uma cultura que era restrita ao Rio Grande do Sul.
De acordo com o general, o Crioulo é uma raça das que mais contribuiu na pecuária do Brasil devido as suas características de rusticidade e força. Ele aguenta 8 horas de trabalho direto no campo", salientou.

Apesar de considerá-lo baixo e pesado para a altura, Figueiredo experimentou um Crioulo em provas de salto e conta como foi. "Tive um cavalo Crioulo, o Bolicho, que ganhei quando estava na presidência e coloquei em provas de salto. Apesar de ter 1,48 metros de altura, o Bolicho saltava em provas de 1,50 metros. É que esta raça compensa o seu peso com uma força excepcional."

 

 

Presidente da ABCCC , Paulo Mógli :                                                     "Temos hoje os melhores animais dentro da raça Crioula e pode-se dizer que já existe uma linhagem brasileira, aliando a morfologia argentina e a funcionalidade chilena".

Essa superioridade racial motivou um dos atuais objetivos da ABCCC, a expansão para outros tipos de provas onde o Crioulo se adapta muito bem, como cavalgadas e o enduro.

 

 

 

 

Qui | 25.09.08

CHIMARRÃO!!!

alguém no mundo

Roberto Ave-Lallemant (1812-1884) visitando o Rio Grande do Sul em março de 1858, registra a importância folclórica do chimarrão: "O símbolo da paz, da concórdia, do completo entendimento – o mate! Todos os presentes tomaram o mate. Não se creia, todavia, que cada um tivesse sua bomba e sua cuia própria; nada disso! Assim perderia o mate toda a sua mística significação. Acontece com a cuia de mate como à tabaqueira. Esta anda de nariz em nariz e aquela de boca em boca.

Primeiro sorveu um velho capitão. Depois um jovem, um pardo decente – o nome do mulato não se deve escrever; depois eu, depois o "spahi", depois um mestiço de índio e afinal um português, todos pela ordem. Não há nisso, nenhuma pretensão de precedência, nenhum senhor e criado; é uma espécie de serviço divino, uma piedosa obra cristã, um comunismo moral, uma fraternidade verdadeiramente nobre, espiritualizada! Todos os homens se tornam irmãos, todos tomam o mate em comum!" (Viagem pelo Sul do Brasil, 1.º, 191. Rio de Janeiro, 1953).

A palavra chimarrão tem origens no vocabulário espanhol e português.

Do espanhol cimarrón, que significa chucro, bruto, bárbaro, vocábulo empregado em quase toda a América Latina, do México ao Prata, designando os animais domesticados que se tornaram selvagens.

"E assim, a palavra chimarrão, foi também empregada pelos colonizadores do Prata, para designar aquela rude e amarga bebida dos nativos, tomada sem nenhum outro ingrediente que lhe suavizasse o gosto." (Elucidário Crioulo, de Antonio Carlos Machado em História do Chimarrão, de Barbosa Lessa, 57).

Marron em português, além de outros significados, quer dizer clandestino, e cimarrón, em castelhano, tem idêntico significado. Ora, sabe-se que o comércio de mate e o preparo da erva foram em tempos passados proibidos no Paraguai, o que não impedia, entretanto, que clandestinamente continuasse em largo uso naquela então colônia espanhola. (Vocabulário Sul-Rio-Grandense, Luís Carlos de Morais, 72, em História do Chimarrão, de Barbosa Lessa, 57).

Conta a lenda da Erva–Mate que um velho guerreiro guarani vivia triste em sua cabana pois já não podia mais sair para as guerras, nem mesmo para caçar e pescar, vivendo só com sua linda filha yari, que o tratava com muito carinho, conservando-se solteira para melhor dedicar-se ao pai.

Um dia, Yari e seu pai receberam a visita de um viajante que pernoitou na cabana recebendo seus melhores tratos. A jovem cantou para que o visitante adormecesse e tivesse um sono tranqüilo, entoando um canto suave e triste.

Ao amanhecer, o viajante confessando ser enviado de Tupã, quis retribuir-lhes a hospitalidade dizendo que atenderia a qualquer desejo, mesmo o mais remoto. O velho guerreiro, sabendo que sua jovem filha não se casara para não abandoná-lo, pediu que lhe fosse devolvidas as forças, para que yari se tornasse livre.

O mensageiro de Tupã entregou ao velho um galho de árvore de Caá, ensinando-lhe a preparar uma infusão que lhe devolveria todo o vigor. Transformou ainda Yari, em deusa dos ervais e protetora da raça Guarani, sendo chamada de Caá-Yari, a deusa da erva-mate. E assim, a erva foi usada por todos os guerreiros da tribo, tornando-os mais fortes e valentes.

Quando os espanhóis por aqui chegaram, encontraram os índios guaranis dóceis e receptivos, já então utilizando uma bebida que sorviam em cabaças por meio de um canudo, preparada, com folhas de uma árvore nativa da região – chamada cáa – dizendo que esta lhes havia sido dada pelo deus Tupã. De imediato os espanhóis adquiriram este hábito e passaram a tomar o chimarrão, desde os soldados até oficiais, sem distinção de classes sociais.

O chimarrão, tradicional e salutar hábito do Rio Grande do Sul, é um símbolo da hospitalidade do gaúcho, que oferece sempre a qualquer visitante. Atualmente, é bebido em uma cuia onde depositamos um pouco de erva-mate já moída e de onde sorvemos o líquido (água quente sem ferver), através de uma bomba de metal.

O costume de tomar chimarrão está bastante difundido, tanto no meio rural como no urbano e faz parte da vida do gaúcho desde o amanhecer até a noite, quando encerra suas tarefas do dia.

 

Análises e estudos sobre a erva-mate têm revelado uma composição que identifica diversas propriedades nutritivas, fisiológicas e medicinais no produto, o que lhe confere um grande potencial de aproveitamento. O mestre em botânica Renato Kaspary em publicação de 1991 sobre erva-mate e Eunice Valduga, em dissertação para obtenção do grau de mestre (95), trazem várias informações a respeito.

Na constituição química da erva-mate, aparecem:

Alcalóides (cafeína, metilxantina, teofilina e teobromina), taninos (ácidos fólico e cafeico), vitaminas (A, Bi, B2, C e E), sais minerais (alumínio, cálcio, fósforo, ferro, magnésio, manganês e potássio), proteínas (aminoácidos essenciais), glicídeos (frutose, glucose, rafinose e sacarose), lipídeos (óleos essenciais e substâncias ceráceas), além de celulose, dextrina, sacarina e gomas.

Assim, considera Kaspary, "a erva- mate é considerada um alimento quase completo, pois contém quase todos os nutrientes necessários ao nosso organismo".

Também é extenso o rol de propriedades terapêuticas da erva-mate, de modo especial em razão da presença de alcalóides, como a cafeína, na sua composição.

Destaca-se principalmente que o mate é estimulante da atividade física e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos eliminando a fadiga. Observa-se também que estimulante do mate é mais prolongada que a do café, sem deixar efeitos colaterais ou residuais como a insônia e irritabilidade. Por outro lado, o chimarrão atua sobre a circulação, acelerando o ritmo cardíaco e harmoniza o funcionamento bulbo-medular. Age também sobre o tubo digestivo, facilita a digestão e favorece a evacuação e mictação. É considerada ainda um ótimo remédio para pele e reguladora das funções do coração e da respiração, além de exercer importante papel na regeneração celular.

O chimarrão, segundo institutos de pesquisas internacionais, é um tônico estimulante do coração e do sistema nervoso: elimina os estados depressivos, conferindo ao músculo maior capacidade de resistência a fadiga, sem causar efeitos colaterais. Após estudos realizados sobre os efeitos fisiológicos exercidos pela erva-mate concluíram: O emprego da infusão aumenta as forças musculares, desenvolve as faculdades mentais, tonifica o sistema nervoso, regulariza e regenera as funções do coração e respiração, facilita a digestão e determina uma sensação de bem estar e vigor no organismo, sem acarretar depressões ou qualquer efeito colateral no organismo, como a insônia, palpitações ou agitações nervosas provocadas por outras bebidas similares, permite como bom alimento (natural) que sejam suportadas as fadigas e a fome.

A erva-mate contém altas proporções de vitamina E, efetiva na regulação das funções sexuais, além de ser um elemento indispensável para a pele.

As análises feitas com as folhas de erva-mate mostram que esta planta possui vitaminas, aparecendo em maior escala as do complexo B; possui também cálcio, magnésio, sódio, ferro e flúor, minerais indispensáveis a vida.

O chimarrão é rico em ácido pantotênico, encontrado em menor escala na tão propalada geléia real das abelhas, muito procurada pelas características medicinais que possui.

Sab | 20.09.08

NOTÍCIAS PARA OS ADMIRADORES DA MELHOR MÚSICA GAÚCHA DO BRASIL!

alguém no mundo

 CITANDO MEU QUERIDO AMIGO E CONTERRÂNEO EDSON DUTRA:                                          

 

"Fãs e amigos dos Serranos.

Os Serranos chegam em 2008 aos seus 40 anos, e para registrar esta importante data irão gravar um DVD acústico “OS SERRANOS, 40 anos de História, Música e Tradição”, este contará com as presenças especiais dos seguintes artistas: Sergio Reis, Eduardo Araújo, Os Monarcas e Renato Borghetti.
   
Será gravado no Teatro Bourbon Country, em Porto Alegre - RS, no dia 7 de agosto, a partir da 21h.
   
Serão resgatados sucessos e canções consagradas pelos SERRANOS, tais como:
 
Serrano Cantor, Canção ao mundo novo, Abre o fole Tio Bilia, Andança Serrana, Baita Macho, Tio Mederico, Quando sopra o minuano, Pelos, Poncho Molhado, Os 18 do Ambrósio, Seleção de bugios e outros...
 
Como música inédita será apresentada... Donos do Palco, de Edson Dutra.

 

 

SUCESSO ABSOLUTO NAS GRAVAÇÕES DO NOVO DVD DOS SERRANOS

OS SERRANOS - 40 ANOS DE HISTÓRIA, MÚSICA E TRADIÇÃO - SEMPRE GAÚCHOS!

Na noite do dia 07 de agosto, o Conjunto OS SERRANOS gravou seu segundo DVD.

A apresentação foi no teatro Bourbon Country, com lotação máxima. Cerca de três dias antes, já não havia mais ingressos.

Aproximadamente 1500 pessoas assistiram as gravações. A apresentação contou com a participação dos cantores Eduardo Araújo, Sérgio Reis, Borghetinho e Os Monarcas.

Por se tratar de uma gravação, o espetáculo teve duração de mais de três horas. Mesmo assim, o público participou ativamente, ora com palmas, ora com gestos e ora cantando."

 

 

 

 

 

Para quem aprecia e gosta de musica gaucha, uma excelente notícia!!!!!!

Vem aí mais um brilhante trabalho deste grupo maravilhoso, e só quem já viu Os Serranos tocarem sabe o que significam minhas palavras...